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Sinal verde para curtir patrimônios e natureza de Curitiba

O Largo da Ordem, com suas imponentes construções do século 18, como a Casa Romário Martins e o Museu de Arte Sacra, que fica dentro da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas  Foto: Christian Knepper/Embratur/Reprodução
Curitiba é um das cidades mais "verdes" do Brasil. A quantidade de parques e bosques é a primeira coisa que chama a atenção do turista que pisa pela primeira vez na capital paranaense. Mas Curitiba também impressiona pelas soluções em transporte público, pela gastronomia de qualidade e vida cultural variada.

O parque mais frequentado, o Barigui, é também o maior, com seu 1,4 milhão de metros quadrados. Lá, moradores e turistas convivem pacificamente com preás, socós, garças brancas, gambás, tico-ticos e sabiás que habitam o local. Entre as opções para entretenimento estão churrasqueiras, quiosques, pistas de bicicross e aeromodelismo, quadras, equipamentos de ginástica, restaurante, parques de diversão, o Museu do Automóvel e a Estação Maria Fumaça.

Outro local que é referência na cidade é o Parque Tanguá, que foi inaugurado em 1996 como uma ação para a preservação do rio Barigui. Sua principal atração são as duas pedreiras unidas por um túnel de 45 m de extensão que pode ser atravessado a pé ou por uma passarela sobre a água. O parque também oferece pista de cooper, ciclovia, mirante, lanchonete e o Jardim Poty Lazzarotto.


Outro dos pontos turísticos mais visitados de Curitiba é o Jardim Botânico, feito à imagem dos jardins franceses. A estufa impressiona com espécies nacionais e uma fonte de água. Atrás fica o espaço cultural Frans Krajcber, cuja exposição permanente conta com 144 esculturas. Quer conhecer um pouco da mata nativa? Há trilhas no local para se percorrer a pé.


A Ópera do Arame, um dos símbolos de Curitiba, também foi construída à semelhança da Ópera de Paris, com estrutura tubular e teto transparente. O local é cercado por um lago e tem ainda uma cascata. Todo tipo de espetáculo é apresentado ali, do clássico ao popular - a capacidade é de cerca de 1,6 mil pessoas.

No Teatro Paiol, as apresentações são um pouco mais intimistas: a capacidade da casa é de 220 pessoas. O local foi construído para abrigar um depósito de pólvora e, após várias restaurações, foi inaugurado como teatro em 1971, com um show de ninguém menos do que Vinícius de Moraes.
Curitiba tem também tem em seu cardápio turístico o maior museu da América Latina, o Museu Oscar Niemeyer. Ele foi inaugurado em 2002, quando o arquiteto reformulou o projeto do Edifício Castelo Branco, de sua própria autoria.

Ainda de olho na arquitetura da cidade, a pedida é visitar o Largo da Ordem, com suas imponentes construções do século 18, como a Casa Romário Martins e o Museu de Arte Sacra, que fica dentro da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas.

Além disso, vale a pena prestar atenção nas fachadas da Casa Vermelha e do Palácio Garibaldi e passar pela travessa Nestor de Castro, toda decorada com painéis de azulejo feitos por Poty Lazzarotto. Mas o largo é famoso mesmo pela boemia garantida nos bares que o rodeiam e pelos espetáculos de música e arte que acontecem no memorial de Curitiba.

Fonte: Terra

Arquitetura colonial "conta" história de Paranaguá

Casas com muitos afrescos e com amplas janelas e portas compõem a arquitetura local  Foto: Priscilla Forone/Sebrae-PR/Divulgação

Ruas estreitas de pedras, palacetes de época e um rico acervo arquitetônico dos séculos XIX e XX compõem o pano de fundo de Paranaguá, no sul do País. A cidade portuária do litoral paranaense, que abriga cerca de 400 prédios inspirados nas construções luso-brasileiras, tem atraído um número crescente de turistas à região. As casas com afrescos e amplas janelas e portas vêm sendo restauradas em uma parceria entre o município, o Estado do Paraná e o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O resultado do trabalho delicado são construções em estilos colonial, neoclássico e taipa de pilão - prédios com estrutura de barro socado em pilão e pau a pique (bambus secos e troncos secos, cozidos para dar maior resistência). 

Com o tombamento da arquitetura histórica em 1990, tornou-se comum se deparar com obras pelas ruas da cidade. De lá para cá, casas e prédios estão sendo reformados para preservar a tradição local, mantendo as fachadas e o estilo originais. "Quem anda por Paranaguá deve andar sem pressa. Isso por que, numa mesma rua, é possível ver casas de diferentes épocas, passando do colonial para o neoclássico, do neoclássico para o eclético e do eclético para o art decô em perfeita harmonia. Cada época arquitetônica conta uma história", comenta Luiz Marcelo Bertoli de Mattos, arquiteto que participa da restauração da cidade. 

Fonte: Terra

Até onde vão os direitos dos viajantes?

A diferença de preço em uma mesma passagem aérea vendida nas versões brasileira e internacional do site da TAM surpreendeu clientes na semana passada. Enquanto na versão em inglês o bilhete saía por US$ 58 (R$ 116), no site brasileiro a passagem era vendida a R$ 705, valor seis vezes maior. A diferença rendeu à empresa uma notificação por parte do Ministério do Trabalho. A empresa se defendeu dizendo que trabalha com uma composição dinâmica de preços que leva em conta o perfil de passageiro e a oferta disponível, o que varia de acordo com cada mercado. O caso evidencia a quantidade de dúvidas que cercam os direitos dos viajantes brasileiros. Em cinco anos, as reclamações sobre o tema triplicaram no Procon-PR: de 254 consultas em 2008 para 764 no ano passado. Para ajudar o consumidor, segue a baixo as principais dúvidas sobre a área.

Remarcação

Na hora de marcar a passagem aérea, é preciso conferir exatamente as condições estipuladas pela companhia para a desistência da compra ou remarcação do bilhete. Via de regra, as informações estão disponíveis no próprio site da empresa. No entanto, existem limites para a cobrança. “A multa descontada não poderá exceder 5% e 10% do valor do bilhete, dependendo do caso, e o consumidor ainda tem direito à restituição do que pagou”, explica o advogado do Idec, Flavio Siqueira Júnior. As multas para as empresas que descumprirem as regras pode chegar a R$ 100 mil.

Promoções

Além da chamada “composição dinâmica de preços”, em que o passageiro pode escolher pagar mais caro por um atendimento diferenciado, as empresas têm a liberdade de fazer promoções para os voos. “Os próprios clientes podem reemitir passagens para usufruir dos benefícios das promoções com menor preço para aquele mesmo trajeto”, alerta o advogado Alceu Machado Neto, especialista em Direito do Consumidor. No caso da TAM, que cobrou preços diferentes sem a caracterização de promoção, porém, a prática é proibida. “Nesse caso prevalece o menor valor, e os consumidores podem tentar uma reparação”, explica Maria Inês Dolci, coordenadora da Proteste.

Poltrona maior

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não determina nenhuma regra para cobrança por assentos mais espaçosos, como os da saída de emergência, mas de acordo com o Código de Defesa do Consumidor as empresas não podem aumentar o valor cobrado pelo serviço sem a devida justificativa. “O consumidor que se sentir prejudicado pode, sim, contestar o pagamento na justiça. Sentar na saída de emergência pode não ser uma escolha para um passageiro que simplesmente não cabe nos outros assentos. Antigamente não havia essa exigência. Por que agora ele teria que pagar por isso?”, questiona a advogada especialista em Direito Aeronáutico Rosana Camberini.

Comida

Ter de pagar pelo saquinho de amendoim pode ser incômodo para muitos passageiros, mas a cobrança não é ilegal e, de acordo com especialistas e empresas aéreas, ajuda as companhias a realizarem preços mais baratos para as passagens. “É justo que cada um pague apenas pelo o que consome do que todos tenham de dividir aquele gasto no preço embutido do bilhete. Em voos longos, no entanto, o ideal é que as companhias se comprometam a servir pelo menos uma refeição gratuita”, afirma a advogada Rosana Camberini.